Cannabis e cérebro, uma relação mal explicada “ Cannabis é a substância ilícita mais usada no mundo, mas é espantoso perceber que não existem bons estudos sobre seus efeitos no cérebro humano”, afirmou a psicóloga Valentina Lorenzetti, da Universidade de Liverpool, no Reino Unido, em palestra no Instituto D’Or de Ensino e Pesquisa na semana passada. No mundo inteiro, cerca de 180 milhões de pessoas fazem uso da Cannabis , por meio da maconha. No Brasil, aproximadamente 2,5% da população adulta fez uso da substância nos últimos 12 meses, de acordo com o Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (UNODC ). Esses dados tornam urgente a investigação sobre o impacto dessa substância na saúde. O conhecimento que se tem sobre os efeitos da maconha sobre o cérebro está muito aquém, por exemplo, do que a comunidade científica e médica internacional conhece a respeito do tabaco e álcool, por exemplo. Apesar do aumento do número de estudos desenvolvidos no...
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Os efeitos da maconha no cérebro a longo prazo O consumo de maconha é um assunto com muitas controvérsias . Dezenas de estudos tentaram determinar seus benefícios e efeitos adversos. Hoje, vamos falar especificamente sobre os efeitos da maconha no cérebro a longo prazo. À medida que esta substância é legalizada em cada vez mais países, os especialistas se perguntam até que ponto a cannabis e seus derivados são úteis para o uso medicinal, e em que medida são prejudiciais. Como droga recreativa, a maconha é muito popular. Seu uso terapêutico está bem estabelecido . Produtos derivados da cannabis ou óleos essenciais são usados no tratamento da dor crônica ou da epilepsia. No entanto, um novo estudo adverte que o consumo da cannabis a longo prazo pode danificar o cérebro. Recentemente, cientistas da Universidade de Lisboa, em Portugal, e da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, realizaram um estudo sobre o uso a longo prazo da maconha e seus possí...
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Maconha pode tanto matar quanto salvar neurônios O tetraidrocanabiol (THC), composto químico com propriedades psicoativas presente na maconha, tem a capacidade de matar neurônios em desenvolvimento. Mas seus efeitos não param por aí: a mesma substância pode salvar células neurais de adultos com a doença Alzheimer. É o que aponta um estudo recente feito pela neurofarmacologista Veronica Campbell da Faculdade Trinity, em Dublin. Ela e outros pesquisadores trataram ratos recém-nascidos e ratos jovens com o THC. Em ambos os casos os neurônios das cobaias morreram. Os mesmos efeitos, porém, não foram notados em neurônios retirados de animais adultos. A maconha – assim como o tabaco e o ópio – causa fortes efeitos no cérebro, pois alguns de seus componentes apresentam semelhança química com substâncias que existem naturalmente no corpo humano, os endocanabinoides. Esses compostos são responsáveis por regular importantes funções cerebrais, controlando sinapses e circuitos neurais que p...
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Maconha na gravidez: entenda as consequências do consumo Com o uso de maconha na gravidez mais ou amamentando aumentando, um novo relatório da Academia Americana de Pediatria (AAP) pede mais pesquisas sobre possíveis efeitos de desenvolvimento em crianças. Destacando evidências emergentes de que a maconha provavelmente não é inofensiva, como amplamente assumido, a AAP recomenda que as mulheres evitem a droga durante a gravidez ou amamentação de uma criança. O relatório clínico “Uso de Maconha Durante a Gravidez e a Amamentação: Implicações para Resultados Neonatais e Infantis” , publicado na Pediatria de setembro de 2018, cita estatísticas que mostram que mais bebês do que nunca estão sendo expostos à maconha. Com a maconha agora legal para uso médico ou recreativo em mais da metade dos Estados dos EUA, as estatísticas mostram seu uso aumentando.O uso de maconha na gravidez aumentou em 62% entre 2002 e 2014, nacionalmente. Enquanto isso, a ma...
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Os benefícios da maconha contra 16 doenças Aqui no Brasil, desde janeiro deste ano, está liberado o uso de um componente da maconha para uso medicinal, o canabidiol (CBD). Estudos apontam que o CBD ajuda pacientes com doenças neurológicas, como epilepsia e esclerose múltipla. Ele pode ser útil até mesmo em crianças, reduzindo a frequência de convulsões. A maioria dos estudos sobre a maconha se concentram nos danos causados pela planta. Os estudos sobre suas qualidades medicinais são pequenos e ainda estão em estágios primários ou observacionais, na melhor das hipóteses. “Médicos tradicionais não vão chegar nem perto deste material, mesmo que tenham ouvido falar que funciona, porque sem a pesquisa, sem ele ser aprovado em orientações práticas legítimas, eles vão se preocupar com a sua licença e seu profissionalismo”, explica Sisley. “É por isso que é fundamental ter estudos controlados para que isso funcione”. Um projeto de lei bipartidário chamado de Compassionate Ac...
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Efeitos benéficos da maconha Hoje é possível dizer que a maconha possui efeitos benéficos, especialmente em casos de glaucoma, epilepsia e esclerose múltipla. Não são poucos os benefícios potenciais da maconha. Na última coluna, falamos sobre os efeitos adversos, apresentados numa revisão recém-publicada no “The New England Journal of Medicine”. Explicamos que os estudos nessa área padecem de problemas metodológicos. Geralmente envolvem usuários que consomem quantidades maiores, por muitos anos, acondicionadas em baseados com concentrações variáveis de tetrahidrocanabinol (THC), o componente ativo. Como consequência, ficam sem respostas claras as consequências indesejáveis no caso dos usuários ocasionais, a grande massa de consumidores. Em compensação, o uso medicinal do THC e dos demais canabinoides dele derivados está fartamente documentado. A descoberta de que os canabinoides se ligavam aos r...
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A maconha prejudica o cérebro? Estudos recentes apontam diferenças no cérebro de quem consome a erva, mas não garantem que essas alterações tenham relevância funcional Pesquisadores da Universidade Northwestern e Escola Médica Harvard submeteram 20 jovens entre 18 e 25 anos, divididos em dois grupos, a exames de ressonância magnética. O primeiro relatou consumir maconha pelo menos uma vez por semana – em média, 11 cigarros nesse período. O segundo disse ter usado a erva menos de cinco vezes na vida e não haver fumado nenhuma quantidade no ano anterior. Psiquiatras avaliaram todos os voluntários e não encontraram sinais de distúrbios mentais. Os cientistas examinaram duas estruturas do cérebro dos participantes envolvidas no processamento da recompensa, o núcleo accumbens e a amígdala. Essas áreas criam experiências agradáveis relacionadas à comida, ao sexo e às drogas: animais que receberam doses de THC, principal componente psicoativo da cannabis, demonstraram alterações nessas...